Para o Diabo não haviam dúvidas. Aquilo era alemão, assim soprado ao de longe da cidade, do lado de baixo do Equador Carneiro, no meio da madrugada, altura em que antes acordava para ir beber 6 marrecas seguidas ao Carneiro. Agora que deixou a bebida, aparentemente acorda para ouvir falar alemão ao longe, cães a latir, vacas a mugir, e gente a cortar relva desde muito cedo. Ainda se o que ouvisse fosse cubano… É que Cuba, desde a visita póstuma do Fidel Castro, tinha-se tornando numa plataforma giratória de catapultar cubanos para os Açores, nomeadamente para a Fajã de Cima. Era uma catapulta gigante, emprestada dos livros do Astérix e Obélix, só que em vez de catapultarem romanos, catapultavam cubanos. Uns vieram com maracas nas mãos, outras de saia rodada. Catapultaram chicharrónes, fufú de plátano, como se não existissem bananas suficientes na Fajã de Cima, e ainda catapultaram um Chevrolet Bel-Air de 1957, com jantes de baixo perfil.

História ficcionada a partir deste artigo do Jornal Expresso. Esta história não faz parte do livro a Fajã de Cima, ou como a bota de cano se tornou mais atraente que o salto alto, mas podia perfeitamente fazer. É um bónus.

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